JORNAL DO

Jahu, setembro de 2026
JORNAL DO

Jahu, setembro de 2026
Nesta edição, veja nas páginas:

4 - ALDIR
BLANC

7 - BANDA CIDADÃO COMUM

6- TOM
TORO
NOTÍCIAS DO CLUBE
EM SETEMBRO, A BOLA VAI ROLAR NA SEDE DE CAMPO. .
No dia 12 de setembro, começa mais um campeonato de futebol no clube: o Campeonato Casarão do Calçado 2026, reunindo seis equipes em uma competição que promete movimentar o segundo semestre.
Em campo estarão: CF Automóveis, CW Cadeiras, JS Transportes, SetePrint, Sormani Advocacia e Terruah Açougue Gourmet. Fora dele, amigos, familiares e associados completam aquele ambiente que já se tornou parte dos campeonatos do clube: futebol, torcida, brincadeira e muita resenha depois do jogo. As partidas serão realizadas às quintas-feiras, a partir das 19h30, e aos sábados, a partir das 16h.


O Casarão do Calçado, patrocinador master, dá nome à competição e lidera um grupo de empresas que acreditaram no projeto e ajudaram a colocar mais uma edição em campo. Ao lado dele estão empresas que dão nome para seis equipes de outros parceiros que se uniram para apoiar a disputa esportiva: FC Consultant, Tecnoplast, Rosat Solados, Disk LP Bebidas, Perfil Contabilidade, Cabrioli Grifes, Comidinhas da Belle, MR Injetados, Buteco do Miguel, Casa de Carnes Vieira e Encatex.
O organizador do Campeonato, Bruno Barros da empresa Terruah Açougue Premium - que gentilmente nos enviou estes dados - afirma bem animado: "Agora a preparação entra na reta final. Os times estão formados, os uniformes estão sendo preparados e a expectativa para a primeira rodada só aumenta. No dia 12 de setembro, a bola começa a rolar. A partir daí teremos gols, grandes defesas, rivalidade, torcida, provocações entre amigos e muitas histórias para contar até conhecermos o campeão. Porque, no Jahu Clube, o campeonato vale a taça — mas vale também pelo encontro, pela amizade e por tudo aquilo que acontece antes, durante e depois dos jogos."
COMPARTILHANDO
Setembro é com certeza um dos meses mais belos do ano, com dias claros de azuis mais acentuados no céu, noites limpas, brisas mansas e temperaturas amenas.
Os ipês e outras árvores já mostram suas floradas coloridas avisando que a primavera vem aí.. Desejando a todos uma feliz primavera, compartilhamos aqui a delicada canção de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes na bonita voz de Maria Bethania. Veja mais canções nas páginas: 4 (Aldir Blanc), 5 (Capiba, Carlos Pena e Dorival Caymmi) e 7 (Banda Cidadão Comum).
POLÍTICA E DEMOCRACIA
NA LITERATURA
A palavra política vem da Grécia antiga, politiké - formada pelas palavras gregas polis (cidade) e polites (cidadão), significando tudo o que pertencia aos cidadãos. Democracia também vem do grego dēmos (povo) e kratos (governo) - um sistema de governo no qual o poder do Estado é do povo e investido no povo
O escritor, ensaísta e poeta uruguaio Mario Benedetti dizia: “Como escritor, meu primeiro compromisso é com a literatura, mas como cidadão, tudo que afeta o homem me diz respeito, e se o cidadão é escritor é natural que a preocupação política apareça em sua obra”. Nesta ocasião em que estamos próximos de novas eleições, escolhemos para os leitores alguns textos de escritores carregados de preocupações políticas e sociais.


Fabiano Chaves
O QUE MAIS DÓI
Patativa do Assaré
O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.
Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.
O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.
É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.
AOS HOMENS DO NOSSO TEMPO
Hilda Hilst
Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra
Além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.
FOME
Victor Rodrigues
Se a gente é o que come
quem não come nada some
deve ser por isso
que ninguém enxerga
toda essa gente
que passa fome
JOÃO
Ana Zepa
João era
mais dor que nome
e pessoa
se nome fosse
não era
João
se pessoa fosse
não dormia
no chão

C. Portinari
CANÇÃO DO MENINO
Maria Dinorah
Pra falar a verdade,
nunca tive um pijama.
Pra quê,
se nunca tive cama ?
Verdade verdadeira,
nunca tive um brinquedo.
Apenas tive medo.
Mas hoje há tanto frio,
tanta umidade,
que invento um cobertor
de sol poente
e um pijama de sonho
em cama quente.
É bom brincar de gente.
CHEGA! ( trechos)
Gabriel Pensador
Chega! Que mundo é esse?
Eu me pergunto!
Chega!
Quero sorrir, mudar de assunto!
Falar de coisa boa
Mas na minha alma ecoa
Agora um grito
Eu acredito que você vai gritar junto!
A gente é saco de pancada
Há muito tempo e aceita
Porrada da esquerda
Porrada da direita
É tudo flagrante
Novas e velhas notícias
Mentiras verdadeiras
Verdades fictícias
Chega!
Obras de milhões de reais
E milhões de pacientes
Sem lugar nos hospitais
E você, que nasceu nesse país
E que sonha e que sua pra ser feliz
Você presta atenção
no que o candidato diz?
Ou cê vota em qualquer um?
E depois da eleição
você cobra resultado?
Ou fica ai parado
de braço cruzado?
Cê lembra em quem votou
pra deputado?
E quem você botou lá no senado?
(...) Democracia
Que democracia é essa?
O seu direito acaba
onde começa o meu
Mas onde o meu começa?
Os ratos fazem a ratoeira
e a gente cai
Cada centavo dos bilhões
é da carteira aqui que sai
E a gente paga juros
Paga entrada e prestação
Paga a conta pela falta
de saúde e educação
(...) Paga imposto
Paga taxa
Aumento do Transporte
Paga crise na Europa
E na América do Norte
Eu pago por tudo isso
Imposto sobre serviço
A taxa sobre produto
Eu pago no meu tributo
(...) A construção do estádio
O operário e o cimento
Eu pago o caveirão
A gasolina e o armamento
A comida do presídio
O colchão incendiado
Eu pago o subsídio
absurdo dos deputados!
A esmola dos professores
A escola sucateada
O pão de cada merenda
Eu pago o chão da estrada
A compra de cada poste
Eu pago a urna eletrônica
E cada árvore morta
Na nossa Selva Amazônica.


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